Archive for the ‘traduções de textos’ Category

Globalização 2

Thursday, January 10th, 2008

GLOBALIZAÇÃO

 

Na China, Carrefour abre seu 1.000 hipermercado

 

 

Lê Figaro, 30/10/2006

 

 

O distribuidor francês recruta mais de 10.000 assalariados chineses por ano.

Um verdadeiro pique. Mais de 50.000 visitantes, mais de 15.000 passagens no caixa. A abertura, sábado pela manhã do milésimo hipermercado Carrefour no mundo, anunciava um cartaz. Situado à doze quilômetros do centro de Pekin, na vila de Tongzhou, foi inaugurada com fanfarra e dragões, na presença do Vice-Ministro chinês do Comércio, e de Cristine Lagarde, Ministra delegada do Comércio para o exterior. As portas foram abertas às onze horas, numa compressão que se prolongou por todo o dia. “ A abertura de um magazine é atualmente um acontecimento”, constata Thierry Hellot, responsável pelas compras alimentares em Pekin: “As coisas se acalmarão dentro de três ou quatro dias.”

 

Para a ocasião, os efetivos de segurança foram dobrados (120 pessoas), e a polícia mobilizada. Os duzentos caixas e ensacadores não conseguiam evitar as filas de espera impressionantes! Este hipermercado é o 84º  na China e o 7º em Pekin. Declarou José Luis Duran, diretor-presidente do Carrefour, certo de estar à frtente de um grande negócio francês que é bom por ser chinês na China: 99% dos 40.000 empregados são chineses.

 

12 euros por cesta:

 

Em chinês, Careefour se traduz foneticamente  por “chalefou” o que vale dizer “boa sorte e prosperidade” para a família. Os chineses gostam. Em média, eles freqüentam o seu hipermercado 50 vezes por ano, e gastam 12 euros à cada visita (20 euros em Pekin e Shangai, 7 euros em certas províncias). Sábado, o aglutinamento na área rendeu bons casos . “E a primeira vez que venho ao Carrefour confiou um cliente, com seu carro bem cheio. Eu venho porque os preços estão mais baixos pela inauguração.”                       

 

 

PUTIN

Thursday, January 10th, 2008

Putin: reabilita o passado comunista

 

Lê Figaro

02/08/2007

 

A Rússia de Vladimir Putin parece tentar drenar do período soviético uma forma de legitimidade e de continuidade. 

Em nome do “patriotismo”, as autoridades se voltam para a ressovietização da história do país, com o risco de perpetuar os métodos criminosos do regime comunista. 

Um vento revisionista sopra sobre a Rússia de Putin e seu retorno à história comunista. Prova que, como disse Orwell “nada é mais imprevisível que o passado”. Durante um reencontro em junho, com especialistas em ciências humanas, Putin julgou que a história da URSS teve “menos páginas negras que aquela dos USA”, e que “as repressões estalinistas foram menos terríveis que a guerra do Vietnam ou o nazismo”. “Nós não temos utilizado armas nucleares contra a população civil”, numa alusão ao bombardeamento de Hiroshima pelos USA, complementando que a Rússia não  “ espalhou agentes químicos por milhares de quilômetros de bordas”, como foi o caso no Vietnam, “nossas páginas negras não foram entretanto terríveis”, insistiu o presidente que, em nome  de um estranho relativismo histórico, prega uma aproximação “patriótica” da história. 

A mensagem é clara. Questão de condenar o totalitarismo comunista e suas milhões de mortes como desejou seu antecessor Boris Yeltsin, que sonhou com um tribunal de Nurenberg do comunismo, antes de renunciar no final de 1992, sob a pressão da nomenklatura ex-soviética. Longe de querer exorcizar os demônios totalitários, a Rússia de Putin parece ao contrário tentar drenar do passado comunista uma forma de legitimidade e de continuidade, sob o risco de perpetuar seus métodos criminosos. 

Vemos atualmente ressurgir os métodos esquecidos. Exemplo: o súbito confinamento a quatro dias, da jornalista russa Larissa Arap, punida por ousar denunciar os maus tratos infligidos às crianças de um hospital psiquiátrico. A Rússia não tem jamais feito sua “mea culpa” pela utilização repressiva deste tipo de estabelecimento pela URSS. Além disto, filmes e livros “patrióticos” subestimam os crimes de Stalin, para enfatizar seu papel de vitorioso do nazismo. A cada ano, o “dia do Tchékiste”, (nome histórico dos oficiais da polícia secreta), é celebrado com a participação do presidente, enquanto que o 70º aniversário do terrível ano de 1937, não é objeto de nenhuma manifestação oficial. 

A inquietação dos cientistas é tangível. 

Vindo de Vladmir Putin, ex-oficial da KGB e admirador do fundador dos serviços secretos comunistas, Felix Dzerjinski, de quem ele tem um busto no Kremlin desde sua chegada, este movimento de pêndulo é um pouco espantoso. O presidente russo declarou um dia que o colapso da URSS foi a maior catástrofe do século XX. Mas este retorno para trás, traduz, entretanto o estado de espírito geral duma população órfã dos sonhos comunistas.   “A Rússia não pode encarar o passado, é muito cedo, muito passional, sublinha o polítólogo Fedor Loukianov. 

Esta paixão sacraliza a história comunista. Ela está em vias de destruir o espírito da notável “revolução dos arquivos” que foi disciplinada sob Gorbatchev e Yeltsin. No local do “Memorial”, uma ONG dedicou uma lembrança às vítimas do comunismo, a inquietude é tangível. Nos corredores congestionados de papéis, onde o ambiente familiar relembra a época dos dissidentes, um pequeno grupo de historiadores executa um trabalho sobre-humano de classificação de milhões de vítimas, demovendo pequenas fichas. A organização tem consciência de ser daqui para frente perseguida como um inimigo. “Somos tratados como  marginais, que remove as más lembranças e divide a nação”, suspira o historiador Nikita Petrov. 

Os Fundos para a Democracia, do falecido Alexandre Yakovlev, número dois do Politburo sob Gorbatchev, apesar de estar aparte do debate público, continua a publicação de artigos inéditos sobre os grandes crimes do comunismo (mais de cinqüenta volumes, já foram publicados). Entretanto quando vivo, Yakovlev único homem da hierarquia soviética a se arrepender publicamente por ser membro da organização criminosa do PCUS, foi acusado de ser um traidor. Sua filha possui sua obra de memória enrolada em bobina (catimini) 

Outro exemplo: o velho diretor do Instituto dos Arquivos, Iouri Afanassiev, fundador da Universidade Humanitária de |Moscou, deixou seu posto em 2006, por ter sido financiado pelo ex-petroleiro Mikhail Khodorkovski, atualmente encarcerado na Sibéria. As pressões não são diretas, fazem entender que seria melhor sair… Afirma o historiador Nikita Petrov, que observa: “um acesso cada vez mais restrito aos arquivos…”.E “a volta de uma história mitológica”. 

O mesmo pessimismo afeta o cineasta Nikolai Dostal, que constata que “Os numerosos filmes ficam suspensos se não estão de acordo com a ideologia patriótica. Seu último filme sobre a vida do grande escritor dos campos, Varlam Chalamov, reflete o terror do século de Lênin foi, entretanto divulgado pela primeira vez em junho na televisão”. 

Nenhuma pressão do poder 

Os otimistas deduzem que as coisas não são tão catastróficas. Para o Fundo do russo no estrangeiro, notadamente, uma espantosa instituição criada sob o patrocínio de Alexandre Soljenitsyne, se diz confiante: “quem poderia imaginar que um centro traduza para a Rússia a memória de sua emigração pudesse vir à luz!”, se entusiasma o diretor Viktor Moskvine. 

Num belo imóvel colocado à disposição pela prefeitura de Moscou, milhares de peças de arquivo estão retornando, especialmente da França. Os Fundos, que possui sua própria editora, tornaram-se uma colméia que permite reconstruir o quebra-cabeça da aventura humana e política dos emigrados, um lado da história no qual a Rússia foi amputada. “Não sentimos nenhuma pressão do poder, ao contrário, assegura Moskvine. Ele garante que o patrocínio de Soljenitsyne assegura aos Fundos uma legitimidade” patriótica “aos olhos do Kremlin. O escritor foi condecorado em junho por Putin. Não menos paradoxal que ver o grande adversário*do totalitarismo comunista se encontrar às costas dum poder russo que ressovietiza sua história”. 

Soljenitsyne escreveu o famoso livro “Arquipélago de Gulag” relatando como funcionavam os campos de concentração russos e os trabalhos forçados. 

Tradução “Lê Figaro”: Regina Caldas

 

 

Tony Blair expõe em Bruxelas sua visão européia

Thursday, January 10th, 2008

mais uma da CE


 

TONY BLAIR EXPÕE EM BRUXELAS SUA VISÃO EUROPÉIA

26/06/2005

Tony Blair retorna a Bruxelas. O tumulto de um Conselho Europeu, particularmente turbulento, na última semana, ainda não desapareceu completamente da capital belga. Mas, a breve estadia do primeiro-ministro, hoje, se anuncia mais tempestuosa. O Sr Blair é de um humor pacífico. Ele vem, de acordo com o costume, expor aos euro-deputados, o programa que ele pretende usar a partir de primeiro de julho, durante a presidência britânica semestral da Europa.

Que programa! Nada mais que a reforma estrutural do budget da EU, que, segundo Blair, não se adapta mais às exigências do século XXI. Onde o futuro da União está em jogo. Prioridade à reforma seria o leitmotiv britânico? O terreno da política agrícola comum (PAC ), que redistribui 40% das finanças européias à 5% da população ativa, geram apenas 2% do PIB. Existe ai uma aberração a ser corrigida com urgência, pois a Europa não pode atender mais dez anos assim, antes de se adaptar aos desafios da globalização.

Na perspectiva de uma reforma, Londres está disposta a colocar 3 milhões de Libras por ano sobre a mesa. É uma anomalia que deve desaparecer, reconhece o primeiro ministro.

24/06/2005 BLAIR DEFENDE SUA VISÃO DE UMA EUROPA MODERNA:

]Blair, que se diz um europeu apaixonado, esteve ontem pacificando a EU sem entretanto abrir mão de sua visão de uma Europa modernizada. Diante do Parlamento Europeu, o primeiro-ministro britânico exortou seus dirigentes a modernizar o modelo social, e a parar de se insultarem. Ninguém pode acusar de traidores aqueles que desejam mudanças na Europa, visando especialmente o primeiro-ministro luxemburguês, Jean Claude Juncker, que vem sabotando o debut do mandato britânico. Após o não francês e holandês no referendum, e das falhas nas negociações do budget, os europeus querem ver suas vidas melhorar, eles estão dando o sinal de alarme, e é tempo de se revelar. Aos olhos de Blair, o modelo social europeu, não é mais único. Ele deixa 20 milhões de desempregados fora da corrida, enquanto que, ao mesmo tempo, a Índia fabrica mais diplomas que o velho continente, e, a China triplicou seus gastos de pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos.

A meta de nosso modelo social deve ser de reforçar nossa competitividade e ajudar as pessoas a fazer face à globalização. A Europa não sofre de uma crise das instituições, mas uma crise de liderança política. Procurando demolir a caricatura da filosofia de mercado anglo-saxão, ele falou que a Inglaterra acrescentou investimentos nos serviços públicos nos últimos cinco anos mais que todos os outros países europeus. Citou a luta contra a imigração ilegal e o terrorismo, e apelou para um reforço da capacidade de defesa européia.

Tradução de artigo do Le Figaro: Regina Caldas

Europa 2005 Referendum no MCE- A volta de Pascal Lamy à OMC

Thursday, January 10th, 2008

Pascal Lamy, ex-comissário para o Comércio da OMC, volta à instituição como para os estrangeiros a sua volta representa riscos. De perfil austero, totalmente dedicado ao trabalho, quase sempre nos serviços públicos que lhe foram confiados nos últimos 25 anos. Paris, entretanto não o apoiou vigorosamente. A direita francesa o acusa de ter vendido os interesses agrícolas da França, enquanto a esquerda (de suas origens), afirma que ele é o responsável por ter sucumbido à sirene do livre-comércio. Uma crítica injusta, afirma um colaborador próximo, pois ele tem agido sempre de acordo com os interesses de seu mandato.

Em pronunciamento a favor de Lamy, os membros da OMC invocaram para a necessidade de um nome forte, apto a enfrentar com sucesso as cruciais etapas do ciclo de Doha. Confiam que Pascal Lamy estará comprometido com o espírito do consenso.

Por conta da boa relação existente entre o norte-americano Robert Zoellick e Lamy, murmura-se que os norte-americanos apoiaram o francês em troca de um futuro apoio à candidatura de Paul Wolfowitz à testa do banco Mundial.

O novo diretor geral da OMC disporá de pouco tempo para preparar os estados membros da organização para a conferencia de Hongkong, prevista para dezembro próximo. De agora em diante, uma agenda deverá ser estabelecida, para obter o sucesso necessário ao encerramento do ciclo de Doha, em 2006. :

AGRICULTURA: até o final de julho, os Estados Membros deverão encontrar uma fórmula que lhes permita engajar as negociações agrícolas sobre uma base comum que futuramente servirá para ser finalizada em Hogkong. Além disso, como a reunião de dezembro deverá também tratar de um acordo sobre a data e as porcentagens para a eliminação das subvenções às exportações, o assunto estará na pauta de julho próximo.

BENS INDUSTRIAIS: diferentes proposições para as reduções tarifárias serão submetidas para os estados. Os países em desenvolvimento deverão dispor de um tempo maior para adaptação, para abrir suas fronteiras aos bens que não sejam agrícolas. Ao fim de julho, uma só fórmula deverá ser adotada, que servirá depois de esquema para as negociações de Hongkong.

SERVIÇOS: A União Européia se queixa que as ofertas sobre a liberação dos serviços são atualmente muito modestas. Bruxelas, de comum acordo com outros países industrializados, pleiteia que uma massa crítica de ofertas de serviços seja oferecida em Hongkong.

REGRAS LIGADAS AO COMERCIO: as regras comuns para o trânsito de bens, para os encargos administrativos e a transparência das trocas deverão ser fixadas internacionalmente.

Sendo o assunto de alto interesse para o Governo Brasileiro, e exíguo o tempo que resta ao Ministério da Indústria e Comércio Exterior, chamo a atenção dos interessados para certos aspectos políticos que poderiam eventualmente influir nos rumos que Lamy dará à preparatória de julho próximo.

Reportando-me ao passado recente enquanto Lamy era o Comissário para o Comércio da OMC, tive a oportunidade de comentar que a entrada dos dez países do Leste Europeu para a União Européia, provavelmente exerceria alguma influência sobre a política de subsídios europeus à agricultura. Continuo acreditando que tal expectativa ainda tem sentido lógico. Para respaldar a minha afirmativa, quero lembrar que, em 29/5 próximo a França referendará a nova Constituição Européia. E os franceses estão travando uma batalha entre o sim e o não, especialmente por causa das questões ligadas à admissão dos países do leste na União Européia. Recentemente, Laurent Fabius denunciou o risco da França atolar-se socialmente com a concorrência daqueles novos países já admitidos na EU, principalmente em relação à Polônia onde os salários são seis vezes menores que na França. Embora os holandeses acusem Fabius de instigar a xenofobia, o assunto já chama a atenção do ministro polonês Branislaw Geremek, que, no final de abril passado, preocupava-se que a central do trabalhador polonês faça o papel de espantalho na França, sob a controvertida direção de Bolkenstein. E, internacionalizando as preocupações, Christian Bourquin, presidente do Conselho Geral dos Pirineus Orientais, jogou mais lenha na fogueira com a ameaça dos Bálticos em enquête do RMI.

Além das preocupações francesas quanto aos Bálticos, Chirac, em campanha pelo sim ao Referendum de 29/5 próximo, demonstra uma insólita volta ao velho protecionismo europeu. Seus discursos trazem a marca da dubiedade: enquanto afirma que se a França rejeitar a Constituição deixará de existir politicamente na Europa, suas afirmações também embutem uma rejeição à Globalização. Em seus discursos Chirac vem afirmando que a “Europa tem que ser unida e forte” para “se opor à evolução de economias emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia”. Resta saber de que forma Chirac pretende que uma Europa unida e forte para se opor ao ultrali beralismo anglo-saxão e á evolução das economias emergentes como tem afirmado, atue junto à OMC para proteger seus interesses.

Em que pese o fato de Pascal Lamy ser considerado um homem forte e fiel aos interesses da OMC, ainda assim temos que ser realistas para entender o quanto precisamos nos fortalecer junto à OMC, e dar atenção à uma estratégia de política comercial externa que seja coerente com nossos interesses econômicos sustentados pelo crescimento de nossas exportações. Para tanto, é necessário poupar de estresses nosso ministro, Sr Luiz Fernando Furlan responsável pelo comércio externo brasileiro. Ele entende do assunto, é plenamente capaz para entender que comércio externo depende também de interesses internos dos países que negociam entre si, e é tão “duro e leal” quanto Pascal Lamy. Não deixa de ser o homem certo, no local e momentos certos.

Nota: até o momento presente, janeiro/2008 nada de novo aconteceu na OMC, os impasses continuam os mesmos, e sequer se houve falar em Pascal Lamy…


Uma reforma islãmica

Thursday, August 30th, 2007

 

        

Referendum na CE

Thursday, August 30th, 2007

Chirac defende uma Europa não liberal

 

     Chirac, Presidente da França, entrou em campanha pelo SIM ao referendum que, em 29 de maio de 2005, o europeu deverá dar à nova Constituição do MCE. Seu pleito é por uma Europa “forte e organizada” face ao ultraliberalismo anglo-saxão.Segundo p presidente francês, um não à Constituição teria um efeito bumerangue que se alastraria por outros paises. Segundo Chirac, se a França rejeita a Constituição deixará de existir politicamente no território europeu.

 

       Num debate mantido recentemente com 83 jovens no palácio do Eliseu, Chirac não tratou apenas do Sim à Constituição, mencionou a afirmação dos valores europeus e da defesa de seus interesses, em face ao ultraliberalismo anglo-saxão e a uma globalização frenética.

 

        Afirmando confiar no futuro e também na França, Chirac mencionou várias questões desde a limitação da Turquia, à escolha seletiva ao magistério, ao desemprego e à abertura das fronteiras.

 

      O Presidente Chirac, afirmou que acredita que uma democracia deve utilizar o referendum como meio de expressão. E, apesar do grande percentual de não, Chirac não pretende recuar levando a decisão para a via parlamentar. Mas acredita que na hipótese de vencer o não, seu país será considerado a “ovelha negra” da Europa.

 

      A União representa a força, ele tem afirmado. Diante de uma globalização que inquieta os franceses, e que se abre para uma corrente ultraliberal face aos Estados Unidos, e das grandes economias emergentes como a China, Índia, o Brasil e a Rússia, a União Européia deve adotar regras eficazes. Não lutaremos contra estas economias individualmente, a França não possui esta possibilidade, mas a Europa deve ser forte e organizada para se opor a esta evolução…

 

       Segundo ele, a Constituição Européia, elaborada por uma Convenção presidida por Valery Giscard D’Estaing , é a filha do pensamento francês. Sua inspiração é essencialmente francesa, e ela responde a uma lógica que é justamente antiliberal. 

 

       Chirac tem igualmente sedimentado esta nova etapa da construção européia sobre a afirmação de valores comuns que devem inspirar todas as políticas da União. E, quanto à proposta da Turquia, ele reafirmou que não tem nenhuma ligação com o referendum à Constituição e a eventual entrada de Ankara no MCE, mas sublinhou que: “os valores e maneiras de viver e de funcionar daquele país são incompatíveis com os nossos”.

 

         “N’ayons pas peur”, ele tem insistido, convidando a se orgulhar da Europa, primeira potencia comercial, primeira potencia exportadora do mundo, primeira potencia esportiva, e primeira potencia para ajudar os paises pobres do mundo!

 

Le Fígaro, abril/2005 Tradução: Regina Caldas

DIPLOMACIA

Thursday, August 30th, 2007

Davies, Norman; EUROPA; Oxford University Press; 1996

30/10/2006

Tradução Regina Caldas

A prática diplomática tal como o pensamento mercantilista desenvolveu-se em resposta ao crescimento do poder do Estado. No passado, monarcas sentiam-se felizes em chamar seus embaixadores de volta o mais cedo possível tão logo uma missão fosse concluída. No século 15, Veneza foi o único poder que mantinha uma rede permanente de embaixadores no exterior, até as nunciaturas papais e outras cidades italianas seguirem a liderança veneziana. Ao redor de 1.500, entretanto, as leis de soberania gradualmente viram na nomeação de embaixadores residentes um sinal de seu status e independência. Também valorizaram o influxo da inteligencia comercial e política. Um dos primeiros soberanos a perceber isto foi Fernando o Católico, cujo embaixador para a Corte de St James data de 1487, e foi originalmente encabeçada por Dr Rodrigo Gondesalvi de Puebla, e mais tarde por uma mulher, Catarina de Aragão, princesa de Gales, filha dos reis de Espanha, considerada como tendo a primeira visão compreensiva do serviço diplomático real, ao criar uma embaixada para a Franquia Otomana em 1526.

Mais tarde um corpo diplomático surgiu em cada corte e governo maiores. Vivendo em condições de algum perigo os diplomatas logo trabalharam nas necessárias leis de imunidade, reciprocidade, extraterritorial, credencial e precedência. Em 1515, o Papa determinou que o núncio atuaria como decano do corpo, que o embaixador imperial teria precedência sobre seus colegas, e que todos os outros embaixadores seriam sênior de acordo com a data da conversão de seu país ao cristianismo. Na prática tal arranjo não funcionou porque Carlos V preferiu a Espanha para a diplomacia imperial e porque, como o mais católico rei espanhol, ele recusou ceder precedência à França. Isto resultou numa querela entre os embaixadores da França e Espanha obstruindo suas posições por mais de 200 anos.

Certa ocasião em Haia, em 1661, quando os atendentes dos embaixadores da França e Espanha se encontraram numa viela, os diplomatas ficaram aferrados ao local por um dia inteiro até que o Conselho da cidade demoliu a barragem possibilitando que eles passassem em igualdade de condições.

Os moscovitas foram escrupulosos com regulamentos. Os Embaixadores do Czar foram acostumados a demandar precedência sobre a Corte do próprio Imperador. Em Varsóvia, um Embaixador moscovita chegou vestindo dois chapéus, um para ser levantado para o rei da Polônia na costumeira saudação, o outro para manter sua cabeça coberta de acordo com as instruções do Kremlin.

Na época de Machiavel*, diplomatas logo ganharam uma reputação de enganadores. Eles tinham que se familiarizar com códigos, cifras e tintas invisíveis. “Um Embaixador, afirmou Sir Henry Wootton, é um homem honesto enviado ao exterior para mentir pelo bem de seu país” Apesar de tudo, o crescimento da diplomacia permanente foi um importante marco na formação da comunidade das nações. Em 1643/8, quando uma grande conferência diplomática foi convocada em Münster e em Osnabrück, para terminar a Guerra dos Trinta anos, o “Concerto das Nações” estava nascendo.

*Nicoló Machiavelli, durante quatorze anos e cinco meses ocupou como chanceler, vinte e três legações no exterior. Destas missões, a mais importante foi a legação junto a César Bórgia, em 1502.