Archive for September, 2007

PUC DE MINAS GERAIS: MINI-ONU

Sunday, September 30th, 2007

Já faz algum tempo que funciona na PUC-Minas uma réplica da ONU: Organizações das Nações Unidas. Qual o alcance educativo de uma iniciativa como esta?

nascida em 24 de outubro de 1945 em substituição à Liga das Nações, a ONU teve seu nome sugerido pelo presidente norte-americano Frnklin Delano Roosevelt, durante o Pacto de Washington em 1 de Janeiro de 1942, quando 26 nações que faziam parte do Axis Powers não queriam assinar um tratado de paz isoladamente. A primeira conferência foi celebrada em São Francisco contando com a presença de 50 Nações.

Dada a sua estrutura, a ONU é uma força positiva para a ordem mundial, pois se trata do único recurso que conta com legitmidade internacional. No preambulo de sua Carta consta que os povos das nações unidas resolvem preservar as gerações futuras do flagelo da guerra. Para tanto concluem que seus membros deverão solucionar suas contendas de forma pacífica, que devem respeitar a integridade territorial de qualquer Estado, e que deverão dar apoio às UN em qualquer ação que esteja em conformidade com os principios estabelecidos na presente Carta. Da ONU constam uma Assembleia Geral, um Conselho de Segurança, um Conselho Economico e Social, um Conselho de Tutela, uma Corte Internacional de Justiça e um Secretariado.

Pela sua estrutura organizacional, pelos objetivos a que se propõe e pelo seu raio de ação no cenário internacional, considero que destrinchá-la e conhecê-la da forma como os estudantes da PUC-Minas estão fazendo é uma excelente iniciativa. O mais importante é que estes estudantes estão levando o programa aos alunos de ensino médio da rede nacional. Um programa como este tem o mérito de conduzir o olhar da juventude para um sistema de ordenamento de leis internacionais que trabalham em direção à paz e harmonia entre os povos. O que não é fácil. Criar esta aproximação de tão imensuravel realidade leva o jovem a meditar sobre o quanto a nossa aldeia global é problemática nas suas comunições e nas necessidades dos povos subdesenvolvidos que precisam desesperadamente de auxilio e de orientação para que progridam. Enfim cria nos jovens uma visão política e humanitária ímpar de mundo. Trata-se de um programa que deve ser divulgado pelas lições de cidadania que contém. Parabenizo ao ilustre Professor Túlio Ferreira pela iniciativa e à PUC-Minas pela visão demonstrada ao apoiar semelhante programa.

pão de mel/Bolo de maçã/Bolo de fubá/Bolachas mármore/

Sunday, September 30th, 2007

PÃO DE MEL

175 grs de manteiga

115 gr de açúcar mascavo

175 gr de mel puro

200 grs de farinha de trigo fermentada

1 e 1/2 colher de chá de especiarias (cravo em pós, canela e uma pitada de pimenta do reino)

2 ovos batidos

150 grs de açuçar de confeiteiro

um pouco de leite

Modo de fazer:

Bata a manteiga com o açúcar e os ovos batidos. Coloque o mel. Misture a farinha com as especiarias. Coloque umas duas colheres de sopa de leite. Asse em forma retangular, untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve para assar em forno médio até que doure. Deixe esfriar por uns3 minutos e depois transfira para a travessa de bolo. Quando estiver completamente frio, cubra o pão de mel com um xadrêz ou algum outro desenho feito com a mistura de açúcar de confeteiro dissolvido em algumas colheres (chá) de água.

BOLO DE MAÇÃ

225 grs de farinha de trigo fermentada

115 grs de manteiga

1 pitada de sal

3 maçãs verdes descascadas, cortadas em rodelas bem finas e deixadas de molho em algumas gotas de limão

85 grs de açúcar

1 ovo

40 grs de uva passa

1 colher de sopa de essência de baunulha

duas colheres de sopa de açúcar demerara

Misture todos os ingredientes. Coloque a massa numa forma redonda de fundo desmontavel, forrada com papel manteiga untada e enfarinhada. Leve a assar em forno brando até que doure. Quando assado retire do forno cobrindo-o com o açúcar demerara e retorne ao forno ai permanecendo até que o açúcar esteja derretido.

Hallah

3 chícaras de farinha de trigo

1 tablete de fermento de padaria

um pouco de água morna

e colheres de sopa de açucar

3 colheres de sopa de óleo de milho

i pitada de sal

1 chícara de uvas passas

1 colher de sopa de semente de papoula

2 ovos

1 gema

mais 1 gema para pincelar.

Dissolva o fermento numpouco de água morna e uma colher de açúcar. Deixe descansar por 15′. A seguir misture a pitada de sal, o óleo, o restante do açucar, a semente de papoula, os dois ovos e a gema, bata um pouco e vá acrescentando aos poucos a farinha de trigo. Coloque a massa sobre uma superfície lisa e polvilhe sobre ela um pouco de farinha colocando a seguir as uvas passas. Volte a amassar até que fique uma massa lisa e homogênea. Deixe crescer em lugar seco até que dobre de volume. Aqueça o forno á uma temperatura de 180 graus, unte e polvilhe uma forma, divida a massa em cinco pães, leve-os para a forma, pincele-os com a gema e leve para assar.

BOLO DE FUBÁ

4 ovos

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de fubá mimoso

1 colher de sopa de erva-doce

um pouco de leite

1 colher de sopa de fermento em pó

açucar

manteiga

Bata a manteiga, o açucar e a erva-doce e acresça as gemas uma a uma batendo sempre. Coloque a farinha misturada com o fubá. Bata as claras em neve e manualmente misture-a à massa. Por último misture o fermento em pós dissolvido em um pouco de leite. Coloque a massa numa forma redonda com buraco no centro, untada e enfarinhada. Leve a assar por uns 40′ em forno médio ou até que a massa esteja corada.

BOLACHA MÁRMORE

1/2 quilo de farinha de trigo fermentada

1 xícara de açúcar

essencia de baunilha

dois ovos

manteiga e uma pitada de sal

100 grs de chocolate em pó

Misture todos os ingredientes menos o chocolate e a essência de baunilha. Divida a massa em duas partes. Numa misture a baunilha, noutra o chocolate. Abra cada uma das massas sobre uma superficie forrada com uma fina camada de farinha. Divida cada uma delas em quatro tiras. Coloque sobre cada tira de massa de baunilha uma outra de chocolate. Enrole-as e vá cortando as bolachinhas numa espessura de 1 cm cada. Disponha-as sobre uma assadeira untada e enfarinhada e leve apara assar em forno brando deixando-as ligeiramente coradas. Quando assadas deverão ser transferidas para uma tigela e ai permanecer até que estejam totalmente frias. Depois armazene-as num pote fechado.

Nota: com esta massa básica você poderá variar a receita substituindo o chocolate e a baunilha por gengibre em pó e alguns pequenos pedacinhos de doce de gengibre; poderá misturá-la à frutas secas etc

Minhas receitas prediletas II truta cardeal;

Sunday, September 30th, 2007

TRUTA CARDIAL

Limpe e tempere algumas trutas com limão, alho e sal. Deixe-as descansar por alguns minutos.

Numa frigideira coloque uma porção de azeite e quantidade igual de manteiga sem sal. passe as trutas na farinha de trigo e frite-as de ambos os lados. Após fritas coloque-as sobre uma vasilha refratária. Coloque um copo de vinho tinto na borra que sobrou na frigideira a algumas amêndoas. Misture tudo e aguarde que levante fervura. Despeje o líquido sobre as trutas e leve ao forno.

CAMARÃO NA MORANGA

Ingredientes:

1 moranga de tamanho médio

sal temperado com alho, 1 caixa de catupiry, molho de tomate, 1 lata de tomate pelado, vinho branco, 2 cebolas, 1 quilo de camarão tamanho médio, salsinha e tomilho, alguns camaróes grandes para enfeitar.

Corte uma tampa da moranga,m limpe-a por dentro, faça alguns cortes delicados na polpa , passe um pouco de sal em todo o seu interior, coloque-a com a parte aberta numa vasilha refratária e deixe no forno em temperatura baixa pata que a fruta perca a maior quantidade possivel de seu líquido.

Após a moranga ter perdido o liquido desligue o forno e deixe-a esfriar completamente.

A seguir transfira a moranga para uma travessa redonda, rasa e grande colocando de forma alternada em seu interior os ingredientes preparados conforme indicação abaixo:

molho de tomate:

coloque numa frigideira um pouco de azeite, aqueça e frite 1 cebola bem picada. Quando a cebola estiver dourada acresça com a massa de tomate (500 grs), o tomate pelado acompanhado de seu líquido, algumas gotas de molho ingles. Cozinhe em fogo brando por alguns minutos. Quando o molho estiver mais concentrado tempere com o alho/sal a gosto. (não deixe ficar muito salgado por causa dos outros ingredientes que tambem tem sal.

Em outra frigideira coloque um pouco de azeite, 1 cebola picada e 1 grão de alho esmagado, e frite até que doure. Acrescente os camarões. Tempere-os com sal, uma pitadinha de pimenta branca e o vinho. tampe a frigideira e deixe cozinhar até que o vinho tenha se evaporado.

Agora vá colocando dentro da moranga camadas de camarão, molho de tomate, catupiry e o cheiro verde picadinho. Finalize a operação com catupiry. Tempere os camarões grandes com limão, alho e sal e disponha-os sobre a ultima camada de catupiry. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura média deixando cozer até que a moranga esteja com manchas de queimadura em sua parte externa. Sirva imediatamente acompanhado de salada verde, palmitos e arroz branco.

MESTRES DA VELHA COMÉDIA

Sunday, September 30th, 2007

Roma, janeiro de 1960- Lionel Casson; First Printed The MacMillanCompany, NY

As velhas comédias tiveram três grandes periodos:

Antiga Comédia Grega, V século Antes de Cristo;

Nova Comédia Grega no final do século IV e início do século III Antes de Cristo;

Comédia Romana no final do século III e inicio do século II Antes de Cristo.

Até 1905 tinhamos em mãos apenas a representação das peças de Aristófanes e de Plautus e Terence, o que abrangia o final do Século III e o início do segundo. No final de 1905, alguns fragmentos da obra de Menander veio à luz e, em 1959, uma peça completa dele foi publucada e pela primeira vez teve-se material que ilustrasse todos os três periodos.

Todos os dramas gregos e romanos foram em versos. Entretanto, Aristófanes e Plautus, foram de alguma forma escritores de comédias musicais. Uma parte considerável de seus trabalhos é lírica para ser cantada. Lionel Casson, neste seu trabalho , primeira versão para a língua inglêsa destas antigas comédias, escolheu transformar os versos em prosa, mantendo porém o quanto foi possível a métrica e a rima. Ele também atualizou vocábulos para que sejam melhor compreendidos. Recolocou antigos nomes geográficos com seus equivalentes modernos. Transformou dracmas em dolares.

A origem da comédia:

Entre os presentes intelectuais que nos legaram os gregos antigos está o senso de humor. Isto aparece de forma brilhante nos poemas de Homero, no trabalho de poetas como Anacreon, e possiblitou aos gregos levarem o troféu de serem os criadores da comédia. Respondem não só pela comédia, mas por qualquer forma de obra teatral do mundo ocidental: tragédia, melodrama, ballet, costumes. Ninguem sabe definir quando os gregos tiveram a idéia de criar caracteres humanos imaginários dando origem ao drama. É provável que tenha se originado por volta do século VI Antes de Cristo, para comemorar o deus grego Dionísio, nos festivais religiosos, responsavel pela fertilidade dos vinhedos, e pela alegria dada pelo vinho. Em 534 Antes de Cristo, na cidade de Atenas, como parte do programa daqueles festivais, um homem chamado Thespis liderou um grupo teatral, ocasião em que o mundo ocidental viu nascer a primeira perfomance dramática.

Os primeiros traços das velhas comédias envolviam cantores e dançarinos. Um segundo ato surgiria quando os atores exibiam os símbolos fálicos em procissão como parte dos ritos da fertilidade. Uma terceira e curiosa parte encontrada em muitas peças era chamada “parabasis”: a ação parava, o coro prosseguia, e numa demostração de rígida estrutura composta de versos em que entram três síladas, as duas primeiras breves e a terceira longa (anapesto), seguidos de um epirrhema no qual um ator ou o côro cantam algumas linhas como resposta, seguido de um “antode”, uma fala diretamente dirigida à platéia seguida de um retôrno à ação. Da observação religiosa da qual originou-se a comédia os atores cômicos atenienses se utilizavam de elementos do drama contemporâneo e algumas das várias formas das farsas.

Aristófanes (450 Antes de Cristo)

À cada ano os autores submetiam o roteiro de suas peças aos “archons” que as julgavam. Deste modo alguns autores começaram a se projetar ano após ano. Na tragédia o primeiro foi Ésquilos seguido de Sófocles e Eurípedes. Na comédia quem brilhou foi Aristófanes que tinha excelentes rivais, mas após sua morte sua reputação permaneceu numa posição superior a todos eles. O único exemplo da velha comédia grega veio de suas mãos.

Os objetivos do teatro grego além do religioso eram educar e entreter. Aristófanes usava humor e sátira para inculcar o conceito do bom cidadão. Ele queria drenar a hipocrisia da sociedade ateniense para relevar a infelicidade que isto causava em pequena e maior escala a todos.

Toda a obra de Aristófanes versa tres temas: políticos, a guerra com Esparta, literatura e educação onde condenava os sofistas, um grupo com idéias diametricalmente opostas às suas.

Em 431 Antes de Cristo, Atenas era a maior nação grega. Seu destino era guiado pelo renomado homem público Péricles. Quando Aristófanes escreveu os “Archanians” Péricles estava morto fazia quatro anos, e Atenas estava numa renhida guerra contra Esparta. Significantes mudanças ocorreram em Atenas neste periodo. A cidade mostrava todos os sinais de uma nação em guerra: soldados nas ruas, as fazendas devastadas e os suprimentos vindos de fora , o governo engajado em frenética diplomacia , tanto Atenas quanto Esparta enviando embaixadores à Pérsia para conquistar o rei e seu imensurável tesouro, e por seu lado Atenas tentando persuadir os Trácios a se tornarem seus aliados. Na política estavam os dois partidos atuando em amarga disputa, um ansioso por negociar a paz, o outro dando-lhe continuidade. Os que almejavam a paz vinham da aristocracia, os “cavaleiros” como Atenas os chamava. Aqueles que nada tinham a perder com a guerra estavam com Cleon que sucedera Péricles. Aristófanes descreveu Cleon como um corruptor do povo. Assim se encontrava Atenas, exausta da guerra, naquele dia de inverno em que apresentaram “Os Arcanianos”.

Aristófanes foi brilhante nas suas sátiras sociais, que se beneficiou da tradicional liberdade da antiga comédia para ridicularizar figuras públicas, instituições e deuses.

Menandros: 342-292 A.C., Cômico ateniense, talvez o mais conhecido da Nova Comédia. Seu trabalho, “Dyskolos”, foi descoberto no Egito, escrito em papiro. Muitos dos trabalhos de Plautus e Terence foram adaptações das peças de Menandros.

Plautus: 184 A.C.; O maior autor de comedias romanas. Nascido em uma familia pobre fez seu aprendizado acompanhando uma troupe teatral. Quando o grupo se dispersou ele retornou a Roma e foi trabalhar num moinho de trigo onde encontrou tempo para compor sua primeira comédia. Produziu mais de 130 comédias. Nelas romanizou muitos dos carácteres da Nova Comédia grega introduzindo-os em outras culturas. Sua peça ” Menaechme” serviu de recurso para ” The Comedy of Errors” de Shakespeare, e sua comédia sobre o velho avarento e seu pote de ouro, “The Aulularia” serviu de modêlo para “L’Avare” de Molière.

Terence: 159 A.C.; Nascido em Cartago. Foi levado para Roma como escravo do Senador Terentius Lucanus. Impressionado pela capacidade de aprendizado do escravo, Terentius concedeu-lhe a liberdade e o ajudou a continuar seus estudos. Seu primeiro trabalho, “Andria” ( Maid of Andros), permitiu-lhe entrar no “Cipioni Círculo”, um grupo de artistas que era estimulado e subvencionado por Scipius Africanus e seu amigo Laelius.

Como Plautus, Terence escreveu refinadas comédias. Após a morte de ambos, a adaptação de modêlos gregos abriu caminho para as comédias de temas romanos. Mais tarde, o que resultou da graça das comédias gregas e romanas foi algo mais ao gosto popular. A velha comédia tinha morrido e os vilões das peças foram as mímicas e as pantomimas. A mímica encenada com muita dança e gesticulação voltados para as sátiras políticas . Os atores trabalhavam sem máscaras e incluiam mulheres em suas peças. A pantomima, formada por um ballet solo onde um ator acompanhado de música e um coro cantando um libreto, retratava uma série de cenas na dança e show mudo. No começo da era cristã estas duas formas avançaram sobre todas as outras até o séc. II após Cristo. O Teatro de Orange no sul da França, o Marcellus em Roma além de muitos outros ao invés de promoverem a graça de Terence ou Plautus, exibiam as obscenidades da mímica e os apelos corporais da pantomima. Isto tornou inevitavel que a Igreja Romana uma vez no poder banisse aquelas perfomances.

Algumas Fábulas

Saturday, September 29th, 2007

Regina Caldas ( interpretação de fábula ouvida na infância cujo autor desconheço. talvez La Fontaine)

The Legend of Europa

Monday, September 24th, 2007

If Europe is a Nynph,

The Naples is her bright-blue-eye,

And Warsaw is her heart.

Sebastopol and Azoff,

Petersburg, Mitau, Odessa:

These are the thorns in her feet.

Paris is the head,

London the starched collar,

And Rome- the scapulary.

No princípio não existia Europa. Tudo aquilo, por cinco milhões de anos foi uma longa, sinuosa peninsola sem nome. Nos intervalos entre as Idades do Gêlo, a penínsola recebeu seus primeiros habitantes: o homem de Neanderthal e o povo da caverna de Cromagnon. Não sabemos quem realmente eles foram, embora possam ser reconhecidos através de seu legado, pinturas, artefatos e ossos. Doze mil anos atrás a penínsola recebeu nova onde de migrantes, que se locomoveram lentamente em direção ao ocidente, contornaram as costas, cruzando terra e mares até que a ilha mais distante fosse alcançada. O que restou de sua obra dando caminho entre a Idade da Pedra e a do Bronze foi uma habitação humana construida numa distante ilha. Do outro lado da peninsola povos da Idade do bronze formaram uma comunidade cuja influencia permanece até os dias atuais. Os Helenos vindo do interior continental controlaram o litoral do Egeu e se mesclaram aos habitantes locais. Espalharam-se pelas ilhas entre o Peloponeso a a Costa da Ásia. Sua linguagem os diferenciou dos “bárbaros” e deram origem à antiga Grécia. Mais tarde, quando as crianças dos tempos clássicos indagaram de onde viera a humanidade, eles foram narrando histórias sobre a criação do mundo identificando-a com uma origem divina. Assim, Europa tornou-se a sujeito das mais veneráveis lendas do mundo clássico. Europa deram origem a Minos rei de Creta e a progenitora das mais antigas culturas mediterrâneas e foi mencionada por Homero. Porém, nas “Metamorfoses” do poeta romano Ovídio, a Europa foi imortalizada como a inocente princesa seduzida por Zeus, o pai dos deuses:

And gradually she lost her fear, and he

offered his breast for her virgin caresses,

His horns for her to wind with chains of flowers,

Until the princess dared to mount his back,

Her pet bull’s back, unwitting whom she rode.

Then- slowly, slowly down the broad, dry beach-

First in the shallow waves the great god set

His spurious hooves, then sauntered further out

Till in the open sea he boren his prize.

Fear filled her heart as, gazing back, she saw

The fast receding sands. Her right hand grasped

A horn, the other lent upon his back,

Her fluttering tunic floated in the breeze.

Esta é a familiar lenda da Europa pintada nos vasos gregos, nas casas de Pompéia, e mais tarde por Ticiano, Rembrandt, Veronese, Rubens e Claude Lorrain. O historiador Heródotus não se impressionou com a lenda. Na sua visão, o rápto da Europa foi apenas um incidente sobre mulheres sequestradas nas antigas guerras.

A lenda da Europa tem muitas conotações. Levando a princesa de Creta para a Fenícia, Zeus transferiu os frutos das antigas civilizações asiáticas do oriente para as colonias do Egeu. A Fenícia (Líbano) pertencia à órbita dos Faraós. O caminho europeu seria uma ligção mítica entre o antigo Egito e a Grécia antiga. A Cadmos, irmão de Europa, que rodou o mundo à sua procura foi creditado o mérito de ter levado a arte da escrita para a Grécia.

De acordo com outra lenda o Sol foi uma biga de fogo puxada por cavalos fantasmas  do nascente para o poente.

Os Helenos usaram Europa como nome para seu território a oeste do Egeu para distinguí-lo das antigas terras da Ásia menor.

Margaret Thatcher

Sunday, September 23rd, 2007


Quando nos lembramos de Ronald Reagan, memoravel ex-presidente dos Estados Unidos da América do Norte, nosso pensamento se volta para Lady Margaret Thatcher. Thatcher, também apelidada pelo Kremlim de “Iron Lady” e Ronald Reagan foram grande amigos. Formaram uma dupla imbatível em questões de política internacional, atuando juntos num momento bastante crítico da história mundial.

Thatcher e Reagan se encontraram pela primeira vez em 1975 , quando ela foi nomeada para liderar o Partido Conservador. Ela o conhecia através de seu marido Denis, que retornando dos Estados Unidos na década de 60, entusiasmado entregou-lhe uma cópia de um discurso feito por Reagan no Instituto dos Diretores. Thatcher pressentiu naquele texto o nascimento de um líder. E quando o encontrou pessoalmente, de imediato sentiu-se cativada pelo charme, senso de humor e diretrizes do cow-boy. Tornaram-se amigos, com Reagan a visitando na House of Commons, e Thatcher lendo todas as falas de Reagan e o percebendo cada vez mais forte e capaz.

Descendente de um clã de políticos pelo lado paterno, Thatcher nasceu numa pequena cidade do interior da Inglaterra, Lincoln, distrito de Grantham. Seu pai, além de proprietário de um pequeno mercado, também era militante do Partido Conservador, tendo sido prefeito. Isto deu a ela a chance de passar grande parte dos momentos de lazer durante a infância e juventude debruçada sobre os joelhos paternos, ouvindo-o em suas discussões políticas com a vizinhança. Sempre muito dedicada aos estudos passou pela Universidade de Oxford onde estudou Química. Já na época da universidade seu caráter participativo a levou a uma atuação importante no centro acadêmico (OUCA) daquela escola.

Profundamente religiosa Lady Thatcher considera o cristianismo a sua âncora de estabilidade. Introspectiva gosta de ler, gosta de estar consigo mesma, com seus próprios pensamentos digerindo suas leituras prediletas cujos temas versam sobre política e teologia. Chocada com a leitura de um livro de C.S.Lewis, “Mere christianity”, lido durante o tempo de faculdade, cujo ponto central partia da comparação entre o caminho que os cristão seguem em contraste com a fé que professam, compreendeu que deveria buscar a santidade através do exemplo dos santos.

Da riqueza de detalhes que encontramos na biografia de Thatcher, podemos ressaltar seu visceral repúdio ao pensamento dos intelectuais de esquerda. Estudiosa e responsavel dedicou-se à leitura e interpretação dos textos de grandes escritores como Popper, Hayek, Stuart-Mills, Tocqueville e outros que lhe serviram de modêlo em sua gestão pública.

Perfilando-se nos ideais paternos, Thatcher cresceu acreditando numa sociedade livre. Aos 16 anos de idade leu “Out of the night” do alemão Jan Valtin e impressionou-se muito. Segundo ela, os horrores do nazismo narrados no livro a afligiram muito, bem como as informações sobre os cínicos acordos que os comunistas fizeram com Hitler a fim de subverter a democracia na Alemanha entre o final e o início das décadas de vinte e trinta, quando o pacto nazi-soviético destruiu a Polonia, os estados bálticos e a Finlândia. O livro serviu para faze-la entender que nazismo e comunismo são faces da mesma moeda.

Desde a juventude militou no Partido Conservador. Ainda muito jovem observou que a esquerda inglesa (Labour Party) era extremamente efetiva em retratar os conservadores como os únicos responsáveis pelo abandono da política doméstica numa época em que a Europa se encontrava em plena II Guerra Mundial, e muitos assuntos externos eram mais imperativos que os problemas internos de seu país. As esquerdas inglesas militavam de forma irresponsavel e extremista bem junto ao Partido Conservador. E não queriam a reeleição de Churchill. Movida por esta observação Lady Thatcher iniciou sua militância ativa falando para os candidatos de seu partido incansavelmente. Afirmava sempre aos seus ouvintes: ” Estamos caminhando para uma grande batalha como este país jámais viu anteriormente. Uma batalha entre dois caminhjos de vida, um que leva inevitavelmente à escravidão, o outro à Liberdade. Nossos oponentes querem nos fazer crer que o conservadorismo é um privilégio de poucos. Mas o conservadorismo preserva tudo o que é de melhor e mais grandioso de nossas heranças culturais. Nossa política não é construir na inveja ou no ódio, mas na liberdade para todos. Não queremos suprimir o sucesso. Ao contrario, o encorajamos bem como a energia e a iniciativa. Em 1940, não choravamos o nacionalismo que levantou este país e combateu o totalitarismo. Chorávamos por libertação.” Chocada com as chances que se abriam para a esquerda inglesa, Thatcher saiu em campo para caminhar com seus próprios pés e lutar contra o inimigo.

Em fins de 1969, a convite dos russos, Thatcher realizou sua primeira viagem a Moscou durante um final de semana. Conhecedora das táticas soviéticas pagou por sua viagem e demonstrou interesse apenas em visitar igrejas e museus. Mas sua mente observadora captou através dos trabalhadores que que encontrou nas ruas de Moscou, e dos estudantes nas universidades, que o comunismo era um regime para uma elite privilegiada, e capitalismo o credo para o homem comum.

Na década de 70, com o intuito de combater o Marxismo-Leninismo, Thatcher fazia conferências por toda a Europa, iniciando suas palestras sempre com a mesma frase: ” Em alguns países europeus nós vemos agora os partidos comunistas vestido com roupas democráticas, e falando com vozes suaves…” vendo nestes inimigos dentes e apetite de lobo vorazes. No final desta mesma década, três novos rostos surgiram na Europa e Estados Unidos: um papa polonês ascendia ao trono de São Paulo sonhando reunificar a Europa cristã. Uma mulher de grasnde força moral foi ocupar os escritórios de Downing Street, 10, enquanto um ex-ator norte-americano foi colocado no Salão Oval da White House, e grande comunicador que era logo classificou a União Soviética como Império do Mal.

No início dos anos 80, duras experiencias mostraram que o Ocidente sofria de ilusões persistentes em relação à URSS. Estava em moda entre os cientistas políticos falar de “convergência”, uma idéia de que o tempo poderia drenar de volta para o ocidente o leste assolado por problemas políticos e economicos. Pura ilusão, pois no conceito deles havia o erro de acreditar numa diferenciação entre os regimes comunistas de acordo com sua dependencia de Moscou. Ao contrário, quanto mais repressivo fosse o governo mais favores recebia de Moscou, tal como acontecia com Ceausescu. A outra ilusão era a “detènte”: acreditavam que a conduta de Moscou dependia do bom comportamento do Ocidente. Mas o fato é que os comunistas não reagem à amabilidade. Mas estas esperanças drenavam a tensão das relações Leste-Oeste, vistas apenas como uma estratégia que no futuro talvez fosse bem sucedida. Em meio a estas procrastinações, em 1975 desponta uma nova estrela em Moscou, Mikhail Gorbachev. Para o partido ele não tinha credenciais democráticas , mas como ser humano era diferente. Era o único homem inoculado contra a memória stalinista. Era um homem com quem se poderia conversar, embora os primeiros contatos entre Reagam e ele não foram producentes. Mas, em 1987*, num encontro em Reykjavik entre líderes mundiais para uma discussão sobre desarmamento, Gorbachev surpreendeu propondo um corte de 50% na produção de armas nucleares. O tratado foi assinado. A seguir, um incidente tornou ridícula a Guerra-fria. Um jovem de 19 anos, Matthias Rust, pilotando um mono-motor invadiu o espaço aéreo russo, terminando sua aventura sem maiores problemas próximo às calçadas da praça Vermelha em Moscou.

Uns três anos após a eleição de Gorbachev para a presidência da Rússia, o último império colonial europeu começou a ruir. E a análise de Gorbachev sobre a crise soviética que pode ser deduzida de seu livro “Perestroika” lançado em q989, foi um catálago de desculpas. Os gastos com armamentos roubavam as possiblidades de melhorar a qualidade de vida das populações comunistas. Os métodos de planejamento comunista haviam falhado. O partido era corrupto. Os jovens se afastavam da ideologia comunista enquanto o cidadão perdia a paciência com promessas mentirosas, e a sociedade soviética estava tomada de apatia. Neste clima de necessidade de urgentes reformas Gorbachev deu boas vindas ao Presidente Reagan. E com a glasnost* finalmente rompeu com o silencio por trás da cortina de ferro. A partir daí o comunismo ´passou a ser denunciado ao redor do mundo.

Na magestosa Catedral de Washington, mesmo doente Lady Thatcher esteve presente para dar adeus ao amigo querido, Ronald Reagan. Com certeza seu pensamento retornou àquela criança que aprendeu política debruçada sobre os joelhos paternos. Deste privilegiado posto de observação do mundo, Thatcher pode refazer sua longa e gloriosa caminhada na política interna de seu país e na internacional. Reconheceu erros e acertos. A sua obsessão por disciplina deu um estilo autoritário em todas as esferas do governo. O efeito sem que fosse sua intençao foi uma centralização de poder, o que ela tanto condenava no sistema comunista. Mas em política externa movida pelo seu agudo espírito observador, pelo seu horror ao comunismo, com seu extraordinãrio conhecimento da matéria foi reconhecida como fonte de inspiração para Jacques Delors*** e para o amigo à quem diziam adeus naquele momento.

De seus 15 anos como militante política, e 11 e 1/2 ocupando o cargo de primeiro-ministro, Thatcher nos lega a certeza de que um mundo globalizado com grande mobilidade de pessoas e capitais, revoluções nas Comunicações e na Tecnologia, são o melhor antídoto contra o veneno destilado por mentes e governos com tendências totalitárias. Segundo ela, a experiencia russa demonstra que sem o respeito á lei, sem a compreensão dos limites do governo, sem o respeito á propriedade privada e à liberdade empresarial, é difícil construir instituições democráticas. Sua missão maior, entretanto foi persistir desde a juventude no ideal de combater o comunismo por uma questão de princípio moral.

* glasnost: uma política oficial russa enfatizando informações públicas.

** Jacques Delors: Primeiro Ministro francês, católico e socialista. Mas um discípulo de Monnet e Schuman, visto por seus oponentes como umEuro-fundamentalista. O principal instrumento para as suas ambições foi o Single European Act (SEA). Foi Primeiro Ministro entre 1985 e 1992. O SEA foi um programa elaborado para permitir a total abolição de barreiras e a mobilidade na Comunidade Européia. Apresentado em 1985, e adotado em 1986 pelos estados-membros.

O presente artigo foi escrito por ocasião do falecimento de Ronald Reagan

Katherine Mansfield

Tuesday, September 18th, 2007

Escritora neo-zelandesa, nascida em 1888, especializou-se em pequenos contos e poemas. Tornou-se notável pela sua delicadeza poética, psicologia e sensibilidade principalmente ao tratar de mulheres e crianças. Grande admiradora de Chekhov. Foi educada no Queen’s College em Londres. Retornou á terra natal para estudar música durante dois anos. Voltando à Londres casou-se mas abandonou seu marido alguns dias depois. Esteve a seguir na Bavária para dar à luz um nati-morto, filho do irmão gêmeo de um seu colega estudante de música pelo qual se apaixonara. A experiencia serviu de background à primeira parte de sua obra.

Muito da curta vida de Mansfield foi gasta com relações lésbicas infelizes. Impulsivamente casou-se com um músico que abandonou na noite de núpcias. Em 1918, casou-se com John Murry quando já estava tuberculosa e fazia inúmeras internações em sanatórios franceses e alemães. Colaborou com seu marido para escrever um trabalho sobre criticismo e editá-lo no Little Magazines e no Athenaeum. Faleceu em 1923, aos trinta e cinco anos.

A obra de Katherine Mansfield é daquelas que permanecem à cabeceira de nossa cama para ser relida muitas vezes. É com muita leveza que ela nos conduz aos recônditos da mente humana. Não foi sem razão que despertou o ciúme de Virginia Woolf. Esta última, embora seja também autora de belos contos, não lida com as palavras com a mesma clareza e facilidade que percebemos em Mansfield.

Breve exposição da obra de K. Mansfield:

Sua primeira coleção de contos: “In a German Pension” foi escrita na Alemanha, em 1911, muitos dos quais foram publicados antes em “Orage’s New Age”. Foi nesta época que conheceu Murry com quem se casou em 1918. Em 1916, ela e Murry fundaram um magazine “Signature” que resistiu apenas a 3 edições. “Prelude” foi publicado pelo Hogarth Press, e mais tarde fez parte da coleção ” Bliss, and other stories” . “The Garden Party, and other stories” foi sua última coleção. Duas coleções foram publicadas após sua morte: “The Dove’s Nest” e “Something Childish”, além de cartas e extratos de seu jornal.

Uma excelente coletânea de alguns de seus contos foi recentemente publicada em 2005 pela COSAC NAIFY- (www.cosacnaify.com.br ; ) .

Parlamentares Brasileiros

Tuesday, September 18th, 2007

 

 

 

 

Em 18 de dezembro de 1990, o TELEGRAAF, jornal holandês, publicou a matéria abaixo, sob o título:

“Braziliaanse parlementaries woeden niet moe maar wel rijk” : “ Os parlamentares brasileiros não cansam, mas, apesar disto ficam ricos”

Recentemente, soube da absurda verba que o atual Presidente da Câmara Federal, Sr João Paulo Cunha está reivindicando a título de manter engraxates no recinto daquela nobre Casa, para que os ilustres parlamentares mantenham seus sapatos luzindo. Tal atitude parece-me tão imoral, pois se trata da utilização do dinheiro público do modo mais insultuoso contra o cidadão pagador de impostos. Lembrei-me assim, que num passado não muito distante, senti-me indignada com o jornal holandês “Telegraaf”, quando publicou matéria sobre nossos parlamentares que classifiquei de deboche muito ofensivo! Mas, percebo que não, afinal nossos políticos na verdade não primam pela ética. E não sou eu quem deve corar de vergonha quando me deparo com suas caricaturas nos jornais de países onde a política é levada a sério. Desta forma, mesmo passado tanto tempo, transcrevo abaixo o artigo do “Telegraaf”, nada mais justo que parlamentares e cidadãos partilhem comigo um texto que prima pela atualidade!

“Viver como Deus na França” ou como parlamentar no Brasil, estes sabem como! O Parlamentar brasileiro quase não trabalha. Sua semana se inicia na futuristica Brasília, na terça-feira de manhã e termina na quinta de tarde. A maioria dos parlamentares parte então para seus estados para “trocar idéias com seus eleitores”. Na sala VIP do aeroporto, na quinta à noite, tem mais movimento que no saguão de partidas. Cada parlamentar se rodeia com assistentes, guarda-costas e empregados. Estes também o acompanham na viagem porque não custa nada. O contribuinte enfrenta todos os custos.

O Brasil tem 559 parlamentares. Cada um com escritório próprio e assessoria de 11 pessoas! As verbas, abrangendo 1,5% ou 2% do orçamento do governo, paga as custas do Parlamento.

Carros oficiais: Há 559 carros oficiais, mais um estoque de reserva. Uma tentativa do Presidente Collor de Mello para diminuir esta frota, deu em nada. O Senado fez saber que a Constituição Federal prevê uma representação do povo, independente, e o Presidente não têm autoridade sobre as atividades parlamentares. O fato que o prédio do Parlamento e as Torres dos escritórios sede do Poder Político fique perto dos Ministérios e do Palácio do Planalto em nada influi. E, apesar desta mobilidade, cada parlamentar precisa de 3 horas para almoçar, mas, para serem mobilizados para o trabalho é preciso o maior esforço. É por isto que o Governo precisa governar por Decretos, pois não é nada incomum que o Parlamento precise de 8 meses ou mais, para ratificar uma decisão governamental. Com a desculpa de que já existem leis demais os parlamentares se eximem. Só há uma exceção nesta regra: É quando se trata da verba parlamentar que contém o nível de salários dos representantes. Nesta ocasião, o salão do Parlamento fica lotado até o teto, e a sessão pode continuar ininterruptamente até a madrugada. Para uma nova lei de salários, que teria melhorado um pouquinho a sorte dos trabalhadores mais pobres, não havia quorum no mês passado.

De que maneira os parlamentares preenchem sua semana de três dias? Este é sem dúvida, o mais bem guardado segredo do Brasil. Sabe-se que escrevem muitas cartas e dão muitos telefonemas. Estes telefonemas tomam muito tempo, pois a maioria das linhas do Parlamento está sempre ocupada (mais do que 2.000 no total). Isto é gratuito. Os 559 seletos parlamentares podem telefonar o quanto quiser, e ainda tem uma verba de $900 US, para ligações internacionais. Podem também despachar 3.000 telegramas e 12.000 cartas. Ao lado deste trabalho pesado, os parlamentares podem descansar, outra vez de graça, nos seus palacetes oficiais. Por todo este serviço à Pátria, eles recebem mensalmente uma recompensa de $10.000 US, livre de impostos, naturalmente!”

Telegraaf, 18.12.1990


David Herbert Lawrence

Sunday, September 16th, 2007

A yellow leaf, from the darkness

Hopes like a frog before me;

Why should I start and stand still?

I was watching the woman that bore me

Stretched in the brindled darkness

Of the sick-room, rigid with will

To die: and the quick leaf tore me

Back to this rainy swill

Of leaves and lamps and the city astreet mingled before me.

D.H.Lawrence, um dos grandes escritores de língua inglesa, nasceu em 1885 em Eastwood, pequena vila próxima de Nottingham. Seu pai, um trabalhador das minas brutal e dado à embriagues. À época de seu nascimento as barreiras sociais eram menos rígidas que atualmente. Mas qualquer criança que viesse do povo não poderia contar facilmente com alguem que se preocupasse com ela. Mas Lawrence, talvez por se identificar mais com as aspirações de sua mãe um pouco mais refinada que o pai, mesmo carregando consigo alguns traços do ambiente em que vivia, com sdua personalidade cativante encontrou facilidade para a ascenção social. Entretanto sua obra carrega o selo da violencia doméstica. O amor por sua mãe teve considerável influência em sua juventude e trabalho.

Com a ajuda de uma bolsa de estudos Lawrence frequentou a Nottingham High School por três anos. A seguir, aos 15 anos foi forçado a trabalhar nos escritórios de uma empresa que vendia produtos cirurgicos e a seguir passou a lecionar. Mais tarde, tendo economizado o suficiente foi para a Nottingham University College também como bolsista.

Já lecionando Lawrence escreveu poemas e duas novelas. Casou-se com Frieda von Richthofen de ascendência prussiana e enfrentou alguns problemas amorosos. Frieda era casada com um velho professor de Lawrence, seis anos mais velha e mãe de três crianças. Fugiu com Lawrence para a Alemanha. O verdadeiro sucesso desta união residiu na sua conclusão do escritor de que o lar lhe servia como ponto de segurança e refúgio, o que o encorajou a se permitir uma instabilidade emocional que perdurou até sua morte.

De natureza nômade e sempre com pouco dinheiro o casal mudava constantemente. Durante a I Guerra Mundial viveram na Inglaterra e a desconfiança da polícia inglesa de que talvez o casal fosse agente da polícia alemã levou Lawrence a concluir que viver em seu país natal era insuportável e foram viver na Itália. A partir de 1922, Lawrence iniciou uma série de viagens, ao ceilão, NewMéxico, Austrália e América do Norte. Aos poucos sua relação com Frieda foi se deteriorando. Sua saúde também. Mais tarde o casal retornou ao New Mexico, em Kiowa Ranch, onde Lawrence esperava encontrar Rananim, seu ideal comunitário. À esta época seu estado de saúde piorou e o casal retornou à Itália vivendo perto de Florença. Nesta época ele se dedicou à pintura. Mas seus temas eróticos foram banidos de uma exposição em Londres. Seu livro publicado também neste periodo “Lady Chatterley’s lover causou furor pelas obscenidades.

Lawrence faleceu em Vence na França, em março/2/1930 com tuberculose.

A obra deixada por Lawrence é extensa: pequenos contos, novelas, poemas, pinturas, livros de viagem e cartas. Após sua morte Frieda escreveu: ” What he had seen and felt and known he gave in his writing to his fellow men, the splendour of living, the hope of more life…a heroic and imeasurable gift.”