Katherine Mansfield
Regina Caldas
Escritora neo-zelandesa, nascida em 1888, especializou-se em pequenos contos e poemas. Tornou-se notável pela sua delicadeza poética, psicologia e sensibilidade principalmente ao tratar de mulheres e crianças. Grande admiradora de Chekhov. Foi educada no Queen’s College em Londres. Retornou á terra natal para estudar música durante dois anos. Voltando à Londres casou-se mas abandonou seu marido alguns dias depois. Esteve a seguir na Bavária para dar à luz um nati-morto, filho do irmão gêmeo de um seu colega estudante de música pelo qual se apaixonara. A experiencia serviu de background à primeira parte de sua obra.
Muito da curta vida de Mansfield foi gasta com relações lésbicas infelizes. Impulsivamente casou-se com um músico que abandonou na noite de núpcias. Em 1918, casou-se com John Murry quando já estava tuberculosa e fazia inúmeras internações em sanatórios franceses e alemães. Colaborou com seu marido para escrever um trabalho sobre criticismo e editá-lo no Little Magazines e no Athenaeum. Faleceu em 1923, aos trinta e cinco anos.
A obra de Katherine Mansfield é daquelas que permanecem à cabeceira de nossa cama para ser relida muitas vezes. É com muita leveza que ela nos conduz aos recônditos da mente humana. Não foi sem razão que despertou o ciúme de Virginia Woolf. Esta última, embora seja também autora de belos contos, não lida com as palavras com a mesma clareza e facilidade que percebemos em Mansfield.
Breve exposição da obra de K. Mansfield:
Sua primeira coleção de contos: “In a German Pension” foi escrita na Alemanha, em 1911, muitos dos quais foram publicados antes em “Orage’s New Age”. Foi nesta época que conheceu Murry com quem se casou em 1918. Em 1916, ela e Murry fundaram um magazine “Signature” que resistiu apenas a 3 edições. “Prelude” foi publicado pelo Hogarth Press, e mais tarde fez parte da coleção ” Bliss, and other stories” . “The Garden Party, and other stories” foi sua última coleção. Duas coleções foram publicadas após sua morte: “The Dove’s Nest” e “Something Childish”, além de cartas e extratos de seu jornal.
Uma excelente coletânea de alguns de seus contos foi recentemente publicada em 2005 pela COSAC